MANAUS NÃO ESTÁ PREPARADA PARA RECEBER GRANDES EVENTOS (CLIMÁTICOS).

A cidade parou durante um dia, após tempestade repentina na manhã da última segunda-feira.
Foto Capa do jornal A Crítica (01/10/2013).

Centenas de pontos críticos foram registrado, após a passagem de um chuva muito forte seguida por granizo e vendaval que quase arrasou a cidade, pelo menos em alguns pontos houve grandes abalos.


Não é de hoje que a cidade vem sofrendo tempestades repentinas, que vem se tornando cada vez mais frequente em períodos principalmente de verão intenso, como o que estamos passando este ano. Muita pessoas podem não acreditar, mas gradualmente estamos sofrendo mudanças climáticas na região. Registros de fenômenos climáticos extremos tem sido registrado nos últimos dez anos em Manaus, a grande seca de 2005 e a grande cheia de 2012, são apenas alguns dos ápices dos extremos fenômenos na região, seguidos por fortes ondas de calor e tempestades com granizo (comum em alguns momentos).


Manaus é uma cidade que nunca se preparou para receber fenômenos climáticos, até porque muitos gestores não acredita nisso, e coloca em risca centenas de vidas e locais de risco, como os fundos de vales que alagam rapidamente e, as encostas de morros com diversas habitações irregulares.

A cidade tem recebido bilhões de investimentos para se "preparar" para receber eventos ou festas esportivas e culturais, mas nunca foi capaz de se organizar para criar um planejamento e prever orçamentos para evitar ou melhor, amenizar situações de grandes fenômenos climáticos. As constantes obras no entorno da cidade podem sim provocar efeitos direto no centro urbano da cidade, situações como desmatamento descontrolado, para abrir rodovias urbanas, condomínios cada vez mais são espraiados em áreas que nunca deveriam ser tocadas por serem áreas que protegem a cidade e criam situações de possível amortecimento quanto às chuvas e o intenso calor.

As regiões que estão tentando conurbar ao redor da cidade, provocam efeitos de extremos impacto ambiental, principalmente efeitos de desertificação, que estão cada vez mais avançando floresta a dentro.

Não temos um política ambiental e social que possa de fato criar meios para acautelar a região urbana, apenas criam medidas pontuais, quase que insignificantes diante da proporção dos fatos que vem sendo crescente.

Será que só vamos acordar quando de fato acontecer alguma catástrofe em algum ponto da cidade, em um momento de fenômeno climático extremo? Será que criar uma arena de futebol, que irá receber três ou quatro jogos em apenas uma semana, é realmente muito mais importante que criar uma política forte de proteção dos nosso fragmentos florestas da área urbana, ou a política permissiva de obter lucro cada vez mais, que permite centenas de construções irregulares são mesmo mais importantes, até aterrar nossos igarapés, praias e fundos de vales para impor uma política de falso saneamento, ou embelezamento é mais importante de tudo que é natural, onde deveria possuir uma lógica sobre a proteção ambiental da cidade.

Nada disso é levado em consideração, as pessoas entendem tudo como fatos isolados e pontuais, não como um fato que está se tornando frequente cada vez mais em nossas vidas, a forma que consumimos a cidade, é correspondida pelo efeitos climáticos que recebemos; o uso absurdos e constante de veículos motorizados, que poluem a cidade, criando uma barreira na atmosfera é pouco percebida pela maioria da população, mas ela existe e o efeito estufa é mais comum, assim como é comum reclamarmos do intenso calor diário, ou das tempestades de chuvas repentinas.

Não nos damos conta de nada, pois vivemos em um mundo corriqueiro, e cheio de afazeres que mal se dá conta do que acontece lá fora da janela do nosso trabalho ou do carro que ficamos preso em longos congestionamentos. Apenas reclamos, como se "alguém" lá fora pudesse nos ouvir e fazer algo por nós, mas não farão, até que nós mesmo não nos dermos conta da nossa forma de viver, de consumir, de transitar, e até de explorar todos os recursos naturais que existem.

Não praticamos a sustentabilidade em nenhum ponto da cidade, não há política ambiental rígida e severa, não respeitamos nossos meio ambiente, não conseguimos se quer poupar água, mesmo tendo a maior bacia hidrográfica de água doce do mundo. Não percebemos o modo que vivemos, por que temos tudo, e só iremos perceber a falta deles, quando perdermos todos os recursos, até nos esgotarmos de tanto estresse na cidade, tudo pela simples forma que consumimos nossa cidade.

Você não acredita, mas sempre temos respostas contrárias às nossas ações perversas e cegas sobre como agimos com o nosso meio.... o meio em que vivemos.
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