Órgão do patrimônio histórico pede embargo de restauração do Copan.

Troca de pastilhas orçada em R$ 23 mi não tem autorização, diz Conpresp.
Conselho pediu que Subprefeitura da Sé fiscalize a obra.


O conselho municipal do patrimônio histórico, Conpresp, pediu à Subprefeitura da Sé o embargo das obras de recuperação da fachada do Copan, que começaram em setembro sem autorização, segundo o Conpresp.

A subprefeitura poderá interditar a obra caso fiquem comprovadas as irregularidades apontadas pelo órgão no Copan, edifício que é tombado e figura entre os principais marcos da arquitetura paulistana.

A troca das pastilhas está orçada em R$ 23 milhões. As cores cinza e branca serão mantidas, mas as pastilhas de porcelana serão trocadas por outras de material mais resistente e impermeável. São 45 mil metros quadrados de pastilha.

O Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), órgão técnico do conselho municipal, afirma que as obras começaram sem anuência e que o condomínio obteve apenas uma autorização em 2011 para colocação de telas e uma remoção de pastilhas de forma emergencial.

"Diante da informação de que as obras na fachada haviam sido iniciadas sem a autorização do Conpresp, o DPH tomou as providências para solicitar que a obra seja embargada", informou o Conpresp.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que ainda não há data para que a fiscalização no edifício seja feita.

Procurada, a administração do Copan não comentou a denúncia feita à Subprefeitura da Sé pelo Conpresp.

O Copan foi projetado na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A reforma começou um ano antes do aniversário de 60 anos do edifício e está prevista para acabar em 2018.

Fonte: G1
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