Emprego formal em arquitetura aumentou 124% em dez anos.


O número de postos de trabalho formal para arquitetos e urbanistas aumentou 124% entre 2005 e 2014, atingindo 54.115. Dados divulgados pelo Dieese na reunião Ampliada em João Pessoa indicam 32.498 novos postos de trabalho, uma média de 3.250 por ano. Segundo José Ediran Magalhães Teixeira, do Dieese, o avanço é reflexo dos avanços da construção civil na última década. Contudo, em 2015, registrou-se descrésimo com perda de 4.497 postos em apenas um ano.
Sobre a renda média dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo, o rendimento nominal passou de R$ 2.837,00 em 2005, para R$ 5.714,00 em 2015, aumento de 101%. Considerando a inflação de 88,43% no período, o ganho real acumulado é de 6,9%. “O resultado é bom porque se teve variação positiva, diferente de outras categorias que trabalham abaixo da inflação”, frisou Teixeira.
Segundo dados do Dieese com base em dados da RAIS, os estados com pior remuneração são Piauí (R$ 3.064,00) e Mato Grosso (R$ 3.666,00). Os maiores salários estão no Distrito Federal (R$ 7.688,00) e Rio de Janeiro (R$ 7.466). Em São Paulo há o maior estoque de empregos em arquitetura e urbanismo, mas a remuneração aumentou 76% no período, menos do que em outras regiões, o que indica desaceleração do mercado. “Temos que olhar o porquê de não conseguirmos evoluir”, sugeriu.
A mesa, mediada pela vice-presidente da FNA, Eleonora Mascia, ainda contou com o secretário adjunto de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ariovaldo de Camargo, que destacou os riscos que o cenário político nos impõem nos próximos anos. “A nossa democracia ainda é muito frágil. Oito famílias detêm o poder da comunicação do Brasil. Basta ver as capas dos jornais de 16 de março passado. As grandes manifestações contra a reforma da previdência não estavam lá”. Camargo classificou a mudança nas regras de terceirização como “o desmonte de tudo o que conseguimos consolidar na relação capital e trabalho”. Agora, a reforma trabalhista vem fechar o processo, acredita ele. “Estamos vendo um momento de desconstrução de 80 anos de CLT”, salientou.
Fonte: FNA
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