Refúgio aos animais em uma vida selvagem na cidade.

Preguiças, macacos, cobras, araras, antas e jacarés são alguns dos principais animais ainda ameaçados pelo homem todos os dias na área urbana e rural da cidade de Manaus. Tendo em vista, a constante expansão da cidade para áreas de proteção ambiental, muitos animais acabam saindo destas áreas e encontram desafios que arriscam suas vidas, como as estradas, cercas elétricas, fiações aéreas e cárcere privado para domesticação.

O que muita gente não sabe, ou melhor sabe e não quer admitir é que resgatar e manter animais silvestres em cativeiro (presos em casa) é crime, mas por uma relação cultural as pessoas consideram esses animais bonitos e querem mantê-los sob sua guarda, mesmo fora de todas as condições naturais possíveis. 


É comum encontrar preguiças, araras, macacos e outros animais silvestres em quintais, fazendas, hotéis e restaurantes da região, onde muitos destes servem de atração turística para atrair frequentadores, com a ilusão de amazônia selvagem e exótica, mas na verdade é uma ilusão de exploração e maus tratos constante de animais, por mero capricho e ganancia.

Animais acima de tudo, não são produtos, mercadorias e muito menos objetos de "mimos" para satisfações pessoais, os animais precisam e devem ter uma vida digna liberta desse cárcere. Precisamos aprender a conviver com eles, mas em liberdade, apreciando e contemplando em parques, reservas e na própria floresta nativa.

Quando resgatados, esses animais precisam ser entregues a instituições que façam o resgate, tratamento e reabilitação de animais da fauna amazônica com segurança. Um dos principais da cidade é o Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras.


Foto. keyceJhones2011


"É grande a frequência de animais submetidos a maus tratos causados por humanos. Entre os casos estão manter em cativeiro de forma irregular e inadequada, sem conhecer alimentação nem a biologia do animal. “As pessoas dão alimentação humana”, explica o veterinário Laérzio Chiezorin."

Foto.  Divulgação/Internet
“Em alguns bairros, por exemplo, o avanço das construções de imóveis comprometeu áreas de mata que eram habitat natural das preguiças. Alguns animais conseguem viver bem no meio urbano, mas outros, como é o caso da preguiça, não conseguem sobreviver onde não há mata e sem o alimento que é um tipo de broto de árvore”, esclareceu Laérzio.

O Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, gerida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS) desde 2001. Foi criada em 1982, pelo Decreto Federal N° 87.455, do então Presidente João Figueiredo, com o objetivo de conservar populações do primata Sauim-de-manaus (Saguinus bicolor) e de castanheiras (Bertholetia excelsa). Além disso, abriga uma das principais nascentes do Igarapé do Quarenta.

Sobre o Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras

            Com uma área de 95 hectares, o Refúgio atua na proteção da Fauna Silvestre de Manaus, através do Centro de Triagem de Animais Silvestres e do Serviço de Resgate de Animais Silvestres, ambos visando o resgate, tratamento e reabilitação dos animais da nossa fauna, sempre com o intuito de seu retorno à vida livre. Desde 2009, mais de 3.200 animais já foram atendidos pelo Refúgio, com uma taxa de retorno à natureza de 70%.

            O Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras está localizado na Alameda Cosme Ferreira, S/N, no Distrito Industrial II. O telefone para atendimento do Serviço de Resgate de Animais Silvestres é 3618-9345, e o atendimento funciona de Segunda à Sexta-feira, das 8 às 17 horas. Devido ao trabalho com animais silvestres de vida livre, o Refúgio não é aberto à visitação.



Devido ao trabalho com animais silvestres de vida livre, o Refúgio não é aberto à visitação.

Declaração Universal dos Direitos do Animal institui em alguns de seus artigos que:

Art. 4º
1) Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se,
2) Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.


"O homem só estará livre de sua violência, quando aprender a respeitar a natureza."

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