Brasil e Holanda debatem sobre intervenção e uso do patrimônio cultural edificado.

Um olhar sobre como os Países Baixos intervêm no patrimônio cultural edificado. Essa é a proposta da palestra e da exposição que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realiza em parceria com a Embaixada do Reino dos Países Baixos (RCE), no dia 23 de novembro de 2015, às 18h30, na sede do Instituto, em Brasília. O evento, que faz parte do Programa Diplomacia Pública dos Países Baixos, pretende reunir estudantes de Arquitetura e Urbanismo, profissionais da área e interessados pelo assunto.

A palestra Experiências de adaptação de patrimônio cultural edificado na Holandavisa fomentar a discussão no meio acadêmico sobre intervenções em edifícios com valor cultural, a partir da necessidade de mudança do uso original do local, explicando o Programa de ReUso. O palestrante Paul Meurs, professor de Patrimônio Cultural na Universidade Tecnológica de Delft, apresentará essas práticas executadas em imóveis na Holanda, abrindo o debate com o público.

As obras, que serão retratadas na exposição ReUso na Holanda: Reciclagem de patrimônio histórico, mostram experiências holandesas bem sucedidas quanto à restauração e reutilização de edificações antigas e degradadas. A curadoria é de Paul Meurs e Marinke Steenhuis. A abertura da exposição será logo após a palestra. A mostra ficará em cartaz na Sala Mário de Andrade, na sede do Iphan, até o dia 31 de janeiro de 2016. A entrada é gratuita.

Os eventos dão início a um seminário interno Diálogos Brasil/Holanda – Patrimônio Edificado: Intervenção e Sustentabilidade, no qual representantes do Iphan, da RCE e outras instituições convidadas trocarão experiências sobre gestão do patrimônio com a participação da iniciativa privada, identificando pontos positivos, negativos e similaridades. Também vai avaliar a aplicabilidade do programa holandês no contexto brasileiro.

A troca de experiências com a Holanda é de grande importância para o Brasil, uma vez que fará avançar as discussões referentes a financiamentos, políticas públicas e investimentos da iniciativa privada, além da participação efetiva da sociedade civil na construção e implementação de projetos. A primeira experiência entre os dois países ocorreu no final de 2014, quando os holandeses receberam os servidores do Iphan para uma visita técnica, a fim de conhecerem a Política Nacional de Patrimônio, destacando o Programa de Reuso.

Para a coordenadora no Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Sandra Rafaela Magalhães, o programa de ReUso inspira o Brasil no que tange as políticas públicas, fazendo com que empresas e sociedade civil apoiem e invistam em projetos de interesse público. “É muito difícil ter sucesso na preservação do patrimônio cultural, com atuação exclusiva do poder público. Além de ser de grande importância a participação ativa da sociedade civil na gestão e na elaboração de políticas de patrimônio, há restrição legal para investimentos em propriedades particulares”, afirma Sandra.

A ideia da intervenção de edifícios históricos na Holanda surgiu após o impacto da crise financeira mundial no setor de construção civil, em 2008. O objetivo foi modificar o destino de edificações desocupadas e adaptá-las de tal forma que pudessem acompanhar as tendências técnicas, econômicas e sociais. 

Palestra: Experiências de adaptação de patrimônio cultural edificado na Holanda
Exposição: ReUso na Holanda: Reciclagem de patrimônio histórico
Data: 23 de novembro de 2015
Horário: 18h30
Local: Sede do Iphan/DF

Fonte: Portal IPHAN
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